terça-feira, 30 de julho de 2013

O erro das Pirâmides Alimentares

A pirâmide alimentar nos padrões abordados no programa de educação alimentar do plano de saúde do meu pai que estava grudado na geladeira da casa dele só me faz pensar em uma coisa: O plano de saúde está se auto sabotando. O meu pai jamais vai melhorar do diabetes dele com essa alimentação, porque simplesmente foi essa alimentação de uma vida toda que o deixou doente.

Essa pirâmide alimentar nos moldes da foto foi feita em 1992 pelo departamento de agricultura dos estados unidos, tal pirâmide tem como base os somente os cereais (não fazendo distinção dos refinados) e foi feita de assim para defender os interesses dos agricultores do país a incentivar o consumo de cereais, note a figura do milho, produto que o EUA é o maior produtor mundial.  O Brasil com seu velho hábito de copiar sem saber porque, adaptou às nossas realidades a pirâmide nas mesmas proporções.. (a unimed-vitória, nesta figura, nem se deu o trabalho de pegar a versão brasileira adaptada)

Em 2005, a Harvard school public health desenvolveu uma pirâmide um pouco mais preocupada com saúde. Nela, já é considerado o papel de vilão dos produtos refinados devendo estes ficar no ápice, junto com as carnes vermelhas e manteiga (ainda o mito do colesterol!). A pirâmide também já diferencia as gorduras, enquanto na primeira os óleos vegetais estão no ápice, na segunda, o óleos vegetais estão na base, junto com vegetais e carboidratos integrais.  Já é sim um grande avanço em direção a saúde de quem ainda está atolado na crença da antiga pirâmide (como a maioria de nós) 

Mas ainda tenho minhas dúvidas quanto ao modelo alimentar ideal, uma vez que qualquer política de saúde está sob forte suspeita de levar mais em consideração interesses privados que a própria saúde da população.   Esse campo das dietas ainda é muito controverso e, enquanto grandes trials não são realizados, vence o argumento mais coerente.  Tenho uma grande apreciação pela dieta paleolítica e seu argumento evolutivo é forte, afinal, nossas características genéticas não mudaram desde o tempo dos nossos ancestrais.


Contudo, se transcendermos a discussão além do nível nutricional podemos considerar que o homem ainda está evoluindo e uma dieta nos padrões dos homens das cavernas talvez não seja o que precisamos hoje. a exemplo das civilizações orientais que tinham um outro padrão de dieta, algumas vegetarianas estritas e suas sociedades podiam ser consideradas mais "evoluídas mentalmente". Nesse contexto de "energia vital" dos alimentos, animais criados em cativeiro para o abate não teriam uma "energia boa".
Os mais céticos podem dizer, mas pra que levar a discussão pra esse nível, por que não se bastar ao nível científico?

Só pra exemplificar que no campo da dieta perfeita, a opção por uma ou por outra soa quase como uma crença devido a escassez de evidências. O mais coerente novamente, é personalizar, a melhor dieta dentro das crenças e hábitos individuais... e isso inclui os intervalos entre alimentações (não existe só a opção de se comer de 3 em 3 horas).  Mas uma coisa já se pode ter certeza, uma dieta, independente do tipo, com alimentos orgânicos, sem carboidratos refinados e alimentos processados, faz bem para qualquer ser da nossa espécie.

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